Viagens em tempos de crise: análise técnica de rotas, custos e riscos em 2026
O conflito no Oriente Médio, que escalou com ataques contra o Irã, elevou o preço do querosene de aviação (JET A-1) de patamares em torno de US$ 85–90 por barril no início de 2026 para faixas próximas de US$ 150–170 em março, pressionando fortemente a estrutura de custos das companhias aéreas globais. Ao mesmo tempo, no Brasil, entidades de caminhoneiros retomam a pauta de paralisações nacionais, reacendendo a lembrança da greve de 2018, que paralisou o país por cerca de dez dias e afetou abastecimento e logística em todo o território.
Para gestores de viagens, CFOs e viajantes frequentes, esse contexto exige uma abordagem técnica: leitura de dados de mercado, análise de rotas com critério de risco, compra antecipada estratégica e políticas de viagem bem desenhadas. A R3 Viagens atua justamente nesse ponto, traduzindo um ambiente de alta volatilidade em segurança operacional e previsibilidade financeira para seus clientes.
1. Cenário internacional: o que mudou nos céus em 2026
Relatórios recentes da imprensa e de entidades setoriais mostram que o aumento do combustível já se reflete em tarifas e malhas aéreas. Em resposta à alta do JET A-1 e ao risco geopolítico no Oriente Médio, companhias em diferentes mercados anunciaram sobretaxas em rotas de longa distância, enquanto outras empresas revisam frequências e capacidade em mercados mais sensíveis.
O combustível de aviação pode representar em torno de 30% a 40% da estrutura de custo de uma companhia aérea, tornando esse item o principal vetor de pressão sobre o preço final das passagens. Esse aumento não se limita a rotas que passam diretamente pelo Oriente Médio: o encarecimento do insumo tende a se espalhar por toda a rede global, inclusive em voos com origem e destino no Brasil.
2. Impactos no Brasil: tarifas, logística e risco de greve
No mercado brasileiro, portais especializados em turismo já apontam alta relevante nas tarifas para 2026. Em simulações feitas com base em dados públicos, passagens para a Europa chegaram a apresentar aumento acumulado significativo entre o início do ano e março, dependendo do período e da antecedência da compra.
Paralelamente, entidades que representam caminhoneiros voltaram a discutir uma nova greve nacional em 2026, com reivindicações ligadas a frete e política de combustíveis. Em 2018, uma paralisação de aproximadamente dez dias causou desabastecimento em postos, impacto no transporte de cargas e risco de falta de combustível em aeroportos, o que afetou tanto a logística de viagens quanto a economia como um todo. Em um cenário de nova paralisação, deslocamentos terrestres, abastecimento e prazos de entrega de serviços podem ser pressionados, aumentando a importância do planejamento antecipado e de planos de contingência.
3. Como isso afeta o viajante e o gestor de viagens
Para o viajante corporativo ou de lazer, os efeitos práticos aparecem em três frentes principais:
- Preço: aumento das tarifas aéreas e possível aplicação de sobretaxas de combustível em determinadas rotas e mercados.
- Operação: maior probabilidade de ajustes de malha, mudanças de horário e, em alguns casos, cancelamentos de voos em regiões mais expostas à instabilidade geopolítica.
- Logística interna: risco adicional para deslocamentos terrestres, especialmente em cenários de greve de caminhoneiros ou de pressão sobre a cadeia de abastecimento.
Em um contexto assim, a tomada de decisão baseada apenas em preço pontual ou em pesquisas superficiais se mostra insuficiente. A gestão profissional de viagens passa a significar também gestão de risco.
4. Rotas mais seguras e inteligentes: critérios técnicos
A escolha de rotas e conexões torna-se um ponto central da estratégia. Alguns critérios técnicos que a R3 utiliza na análise de itinerários incluem:
- Exposição a regiões de conflito ou a espaços aéreos sujeitos a restrições temporárias.
- Dependência de hubs com maior sensibilidade à alta do combustível ou a eventos geopolíticos.
- Alternativas de conexão em hubs consolidados e com boa disponibilidade de voos e acordos de interline/codeshare.
O Brasil iniciou 2026 com uma malha aérea internacional fortalecida, com aumento de frequências em rotas para Europa, América do Norte e outras regiões, graças à ampliação de voos de diversas companhias. Esse reforço abre oportunidades de construir rotas mais seguras e eficientes, aproveitando hubs em Lisboa, Paris, Istambul e demais centros, que podem funcionar como alternativas a conexões em áreas mais tensionadas.
Exemplo de leitura estratégica:
- Rotas com hub em regiões estáveis apresentam menor exposição direta a conflitos e maior disponibilidade de alternativas em caso de reacomodação.
- Rotas com hub em áreas de maior tensão geopolítica tendem a ter maior risco de ajustes de malha, restrições de espaço aéreo e flutuações de custo.
5. Compras antecipadas: timing e política de viagens
Análises com base em comportamento histórico de tarifas mostram que, em muitos mercados, compras realizadas na janela de 4 a 6 meses antes do embarque tendem a apresentar melhor relação custo-benefício, combinando preço mais competitivo com boa disponibilidade de assentos. Em um ambiente de alta do combustível e aumento de demanda, essa antecedência torna-se ainda mais relevante para evitar picos de preço próximos à data da viagem.
Para empresas, isso se traduz em política de viagens clara, com regras de compra mínima antecipada, critérios de escolha de classe tarifária e definição de rotas preferenciais. Com esses parâmetros, o gestor de viagens deixa de atuar de forma reativa e passa a trabalhar com cenários, orçamentos previsíveis e indicadores de performance.
6. IA, BI com machine learning e R3 Insights
Além da consultoria humana especializada, a R3 Viagens realiza investimentos contínuos e relevantes em inteligência artificial aplicada à gestão de viagens. O BI da R3 é suportado por modelos de machine learning que analisam grandes volumes de dados de reservas, comportamento tarifário, políticas internas e indicadores de mercado, identificando padrões, desvios e oportunidades de economia de forma contínua.
Por meio da plataforma proprietária R3 Insights, os clientes têm acesso a relatórios automatizados com os principais indicadores de viagens – como compliance de política, tarifas médias por rota, antecipação de compra, economia gerada e oportunidades de ajuste – gerados de forma recorrente. Esses relatórios são enviados periodicamente via e-mail e também disponibilizados por WhatsApp, garantindo que gestores e decisores recebam informações acionáveis, em tempo quase real, nos canais que já utilizam no dia a dia.
Para saber mais sobre nossas soluções de tecnologia, acesse o site da R3:
https://r3viagens.com.br/
7. Aspas de liderança: visão da R3 sobre gestão de risco e tecnologia
Roberto Ruiz Júnior, CEO da R3 Viagens
“As viagens corporativas são uma das maiores despesas que uma empresa consegue de fato controlar. Quando somamos conflito geopolítico, volatilidade do combustível e risco logístico interno, como uma eventual greve de caminhoneiros, a diferença entre ter ou não uma política de viagens bem estruturada é literalmente a diferença entre proteger margem ou perder dinheiro mês após mês.”
“Na R3, nosso compromisso é transformar esse cenário de incerteza em governança: dados em tempo real, rotas tecnicamente avaliadas e decisões baseadas em risco, e não em improviso.”
Wilson Silva, diretor de Marketing e Tecnologia da R3 Viagens
“Em um ambiente em que o preço do querosene muda em dias e malhas aéreas são redesenhadas em semanas, o gestor que não enxerga dados em tempo real está sempre reagindo tarde demais.”
“Por isso, conectamos nosso BI de viagens a indicadores de custo, performance e ESG, para que o cliente visualize, em um único painel, o impacto de cada rota, de cada política e de cada decisão de compra antecipada. A tecnologia é o que permite transformar risco em estratégia e volatilidade em vantagem competitiva.”
8. O papel da R3: transformar volatilidade em estratégia
Como agência especializada em viagens corporativas e projetos complexos, a R3 combina consultoria, dados e tecnologia para apoiar empresas na definição de rotas, políticas e estratégias de compra em um ambiente de alta incerteza. Acompanhando de perto informações de órgãos reguladores, entidades internacionais e tendências de mercado, a equipe da R3 consegue recomendar itinerários mais seguros, estruturar políticas que reduzam desperdícios e apoiar o gestor na leitura dos indicadores que realmente importam para o negócio.
Em 2026, viajar exige mais do que comparar tarifas em uma tela: exige uma visão integrada de risco, custo e experiência. É exatamente essa visão que a R3 se propõe a entregar – com segurança, dados reais e foco em resultado para o cliente.



